Padre Bernardo

 

Esta foi a última frase de Martinus Gerardus Rutten, o ex-pároco de Astolfo Dutra, da Ordem dos Crúzios, que faleceu no dia 24 de julho de 2005, data exata em que completou 53 anos de sacerdócio. Sepultado no dia seguinte, no cemitério de Astolfo Dutra, cidade que ele próprio declarava querer ficar para sempre. E ficará, como ficou sob as lágrimas e aplausos de centenas de fiéis que superlotaram a matriz de Santo Antônio, numa tarde ensolarada de segunda-feira, após a missa de corpo presente com a participação de32 padres e um bispo. Martinus, nome adotado em homenagem a um amigo que lhe salvou a vida na Holanda, sua terra natal, foi pároco na nossa cidade por 14 anos, tinha um carinho especial por Astolfo Dutra, onde além do incansável trabalho de evangelizar, ajudou a muitos pobres, incluindo moradias, fundou comunidades na zona rural e periferias da cidade, movimentos e pastorais, relevantes obras como o Lar São Francisco (dos velhinhos), Seara do Senhor, com 3 grandes pavimentos, e outras de iguais relevâncias. Padre Bernardo, que sempre repetia, "Eu não vim para ser servido, mas sim para servir" mantinha boa postura com as religiões irmãs, serviu de exemplo que ficará para sempre no coração do povo astolfodutrense. Caravanas de Dona Euzébia e Aguanil (Sul de Minas), onde foi pároco, antes de voltar para Holanda, vieram também despedir do velho amigo. Filho de lavrador, percebendo-se fraco, proibido por determinação médica de voltar à Holanda, de onde viera para visitar o Brasil, exigiu então que o trouxessem para viver seus últimos dias no seu Lar São Francisco, na cidade que tanto amou. No dia 2 de agosto, completaria 81 anos, morreu no hospital, nos braços de amigos inseparáveis e foi sepultado aos acordes da Banda Santa Cecília, rodeado de muitos amigos, conforme seu desejo.

O número 24 de nosso jornal prestou uma homenagem ao Padre Bernardo, por ocasião de sua despedida do Brasil, onde fechávamos a matéria dizendo: "Ao Padre Bernardo não diremos volte sempre, porque sabemos que de uma forma ou de outra, ele daqui jamais sairá".

Diácono Wilson

Deus leva, Deus traz. O nosso simpático Wilson Burato, conterrâneo, filho do Zé Dias e Regina Célia, deixará de ser Frei, no dia 28 de agosto na Igreja de Santa Tereza em Belo Horizonte. Também da Ordem dos Crúzios, de origem humilde, segue os caminhos de Padre Bernardo. José Cláudio Nilton, outro astolfodutrense da mesma ordem, aguarda sua breve ordenação também como diácono. Astolfo Dutra que já se orgulha dos conterrâneos Padre Sebastião Jorge e o Bispo Dom Maimone, deseja boa sorte aos futuros párocos.

Bentivi

Aos 16 anos, Bentivi já era goleiro convidado para titular em vários times da cidade. Já foi goleiro do Paraíso, Portuense e dos saudosos torneios de peladas. Homenageamos o grande craque do passado, muito melhor com certeza que o atual goleiro do Vasco da Gama.

Bom Te Ver (Jonas "Caieira")

 

Encontramos o estimado amigo Jonas, dono de bar, nos anos 60 e 70. Morando há décadas em Petrópolis, Jonas é natural da Serra dos Caramonos, fazia o pastel mais gostoso da região, e teve uma das primeiras televisões da cidade colocada em seu bar na Praça Gutenberg Henriques. Assistíamos ao "Tele-Kat Montilla". O apelido de Caieira era devido à fumaça que saia de seu bar.(na foto com antigos fregueses e amigos Changuana e Pinholi).