| Causos do Astolfino | |
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Cumpade Laurindão, ajudante de caminhoneiro vendedor de mudas de laranjas, trabalhava como viajante e passava muitos meses longe de casa. Uma ocasião a mulher dele teve um filho da cor negra. Ele branco, muié branca, muito desconfiado indagou a mulher que de pronto respondeu: - Larga de sê bôbo Laurindão, quando o menino nasceu, eu não tinha leite e dei ele pra mamar numa senhora negra e ele ficou assim escurinho. Mas vai clarear a pele, cê vai vê! Laurindão aceitou a argumentação mas foi tirar a dúvida com a mãe dele e perguntou: - Mãe, é verdade que quando o filho branco nasce, se mamar numa negra ele fica negro? A mãe respondeu: - Acontece sim, meu filho! Você mesmo quando nasceu, eu não tinha leite e coloquei você pra mamar numa vaca, por isso que tem este par de chifres!! |
| Trovas | |
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Lírica/filosófica Destino é força que esmaga… Credor austero, tremendo: - Manda a conta e a gente paga, sem saber que está devendo. Barreto Coutinho – PR Barreto Coutinho é o mesmo autor da antológica trova que muitos dão como domínio público: Eu vi minha mãe rezando/Aos pés da Virgem Maria/Era uma santa escutando/O que a outra santa dizia. Eia rena, vem, galopa... Trazendo ao céu gentil uma ilusão da Europa às favelas do Brasil... Cezar A.Defilippo-MG
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| Soneto - Salmo - Thereza Costa Val - MG | |
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Tu me conheces tanto, meu Senhor, conheces meu sentir, meus pensamentos, de longe, tu conheces meus intentos e até dos passos meus és sabedor! Vês, com clareza, meu interior; sabes de mim em todos os momentos... Se sabes quando passo por tormentos, escuta a minha voz e o meu clamor! Em minha mãe estava - o ventre terno - e lá me viste... Sabes meu futuro, tamanho é o teu poder: total, eterno! Sonda, Senhor, e vê meu coração!... E se eu trilhar caminho mau, impuro, põe-me, de novo, em boa direção. |
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