| Editorial (Cézar A. Defilippo) | |
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Alguém precisa resgatar o espírito de Natal É muito comum, nos dias de hoje, ouvir esta frase quando se refere a Natal e Ano Novo: - Detesto estas datas! Para onde foi o espírito do Natal? Dificilmente se encontra alguém que goste de vestir de bom velhinho, iludir as crianças com sapatos debaixo das camas, gostosuras, mistérios, brinquedos, etc. O mundo moderno estaria sendo um dos responsáveis? Amadurecimento precoce de nossas crianças ante computadores, qualidade de vida, celulares, telenovelas que não medem consequências nas comunicações com cenas e falas irreverentes? Os abraços e desejos de Feliz Ano Novo são sinceros? Ou se abraça e se cumprimenta só por cumprimentar porque deu a meia noite na virada de ano? Tenho saudades dos livros e contos de Natal, dos gibis do Walt Disney que traziam estórias comoventes na neve. Do presépio, dos enfeites, da crença, não no Papai Noel, mas na alegria e doçuras das noites natalinas onde se rezava com fé e, de presente, bastava uma caixa de lápis de cor, um simples carrinho de plástico, uma boneca, um calçado ou um livro de estórias. As crianças de hoje conhecem vários super-heróis dos seriados de tv e obrigam os pais a comprar seus bonecos em qualquer data do ano. Houve época em que se ganhava bons presentes de papai-noel se a criança se comportasse durante o ano e fosse bem nos estudos. Não há mais motivação! Em tudo vai se perdendo a tradição. Carnaval, festas juninas com pau de sebo, mulinha rosada, boi laranja, Semana Santa, mês de Maria, etc, etc e etc. Enquanto existir a data comemorativa do nascimento do Cristo Menino, há de ter sempre a esperança de bondade em alguns corações que vão além dos filhos ou afilhados e estendem suas mãos além da sua família e amenizam, por momentos, dores dos que nunca terão oportunidades de esquecer que existe Papai Noel! Presenteie alguém. Feliz Natal! Bom Ano Novo! Sinceramente... |