| Editorial (Cézar A. Defilippo) | |
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Pouco mais de dez dias após a barbárie de um policial que disparou
diversas vezes contra um adolescente em cenas repudiadas vistas pela
tevê, um outro policial atira em um psicopata para salvar vidas de
dezenas de alunos numa escola do Rio de Janeiro, e vira herói.
Há profissionais bons em todas as profissões, bem como aqueles que
absolutamente nada têm com a profissão que escolheu.
Se fizermos uma retrospectiva das principais notícias do nosso país,
a maioria será de crimes cometidos por aqueles que deveriam estar
cuidando da correta aplicação das leis. Propinas, execuções de
inocentes como queima de arquivo, embriaguês no trânsito, abuso de
autoridade, etc.. O universo do crime e insegurança tomou conta do
Brasil.
Dá para calcular as proporções numa cidade pequena como a nossa!
Além dos relatos da própria polícia no combate às drogas, pelas ruas
da cidade filhos de papaizinhos de Astolfo Dutra e cidades
vizinhas, alguns já comprometidos seriamente com acidentes de
trânsito, desfilam em seus carrões com som altíssimo, alcoolizados,
latinha na mão, acelerando bruscamente exibindo “a costa larga”, e a
vista grossa das autoridades. Presenciamos na praça da matriz um
destes protegidos, de dia, com o som do carro tão alto que disparou
vários alarmes de outros carros estacionados no local.
Drogas, imprudência, mais volante perigoso, é igual a um Wellington
Menezes de Oliveira, psicopata que tirou a vida de 12 pessoas numa
escola de Realengo, no Rio de Janeiro. O raciocínio é diferente, mas
o resultado...
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