Editorial "Obrigado por mais uma edição do Jornal O Portuense"

Essas foram as palavras do bancário, Geraldo Ferreira, funcionário da gerência do Banco do Brasil local, ao receber das mãos do próprio editor mais um número de nosso periódico. Naturalmente, ao usar da educação que lhe é peculiar, não imaginaria a importância das palavras dirigidas a quem muitas vezes recebe críticas negativas de pessoas despeitadas. Obrigado a você, Geraldo, por valorizar as coisas de nossa terra, por entender que o jornal tem a missão de ser porta-voz dos anseios do povo, passível de erros, procurando corrigi-los sempre em constante aprendizado.

 

As críticas recebidas, na verdade, são na maioria incentivadoras, mas há muitos que se encaixam no "SE" que nos foi enviado pelo Sr. João Pessoa Linhares sobre, principalmente, jornais de interior:

 

Se a letra é miúda, não se pode ler;

Se a letra é grande, não se tem o que ler;

Se trata de política, é intrometido;

Se não trata de política, é monótono;

Se desenvolve a notícia, é mentiroso;

Se é sátiro, não é sério;

Se não é sátiro, foi escrito para estátua de pedra;

Se interessa às mulheres, é jornal feminista;

Se interessa aos homens, é jornal machista;

Se é caro, explora;

Se é barato ou de graça, não presta;

Se chega em tempo, cumpriu a missão;

Se chega atrasado, recebe reclamações;

Se falta um mês, está indo à falência;

Se sai todos os dias, é escrito por analfabetos;

Se usa linguagem profunda, é esnobe;

Se usa palavras vulgares, não tem qualidade;

Se não tem notas policiais, é comprometido;

Se tem policiais, é desumano;

Se é suscinto, é superficial;

Se é profundo...cansativo.