| Causos do Astolfino | |
![]() |
Cumpade Dário e Laurindão conversando sobre caçadas: - Saí pra caçar a pintada e de repente minha espingarda faiô na cara dela! Danei a correr e a onça quase me pegando, de repente ela escorregava e eu escapava. Corria de novo e ela atrás de mim, na hora do bote, ela escorregava e eu escapava. E assim foi até eu escapá de vêis, cumpade. Acredite! Cumpade Dário assustou: - Óia Laurindão, se fosse eu teria borrado nas calças tudinho!... Laurindão respondeu: - E ócê acha que a onça escorregava em quê??? |
| Trovas | |
|
A vida, imenso rodeio, fez de mim a montaria que a saudade põe arreio, sangra na espora e judia! Campos Sales-SP
És tudo que sempre espero tomando posse de mim, quando murmuro "não quero" e tu respondes "quer sim !" Ana Cristina de Souza-SP |
|
| A Praça - Hugo Sótero | |
|
Lembro-me muito da pracinha antiga, que tinha, em sua volta, alguns oitis, a grande árvore branca, sombra amiga, mais no alto a igreja, a secular matriz.
Ainda existe a pérgola que abriga as flores muitas de incomum matiz, das aves que ali pousam, a cantiga, mas sem chorões e o velho chafariz.
Como um pano de fundo dessa tela natural, de aparência tão singela, lá no horizonte o contorno da serra.
Por isso, quanto mais o tempo passa, mais saudade me dá da velha praça, cartão postal da minha amada terra! |
|
| Poema - Compra e venda - Magda Guimarães Portella | |
|
Parei por um instante, em função da faxina que pretendo começar Em meu baú de lembranças há muitas tralhas que juntei Preciso me dispor urgentemente de tudo isso Mágoas que não mais existem, alguns sentimentos enferrujados Lembranças que não faz sentido ficar guardando Por pesar demais minha bagagem, desfaço da insegurança Juntamente embalada em caixa de metal A fim de que não prejudique ninguém e nem a mim mesma Lacrado em sete chaves deixo As calúnias, perseguições, fofocas e injustiças Em meu baú disponho também a infelicidade Trancafiada ao meu dia a dia Vendo a preço de promoção Ou mesmo até em prestação A agonia que afoga a alma e o coração Meu baú se encontra quase vazio Mas restam ainda algumas relíquias Preciso dar fim ao comodismo, a falta de coragem de seguir em frente
E acima de tudo, livrai-me da busca constante Por algo que a mim não foi concedido Pronto, meu baú está completamente vazio É hora de preencher todo o vazio com algo útil e bons sentimentos Compro ou alugo a qualquer preço A vontade irresistível de viver Transformar estes dias tristes em alegria e prazer Finalizo minha lista de compras Mas sinto que falta algo Me lembrei do que mais necessito Preciso com extrema urgência De uma transfusão de paz interior E sobretudo, de AMOR. |
|
|
Matemática simples |
|
|
Se um correntista tivesse depositado R$ 100,00 (Cem Reais) na poupança, em qualquer banco, no dia 1º de julho de 1994 (data de lançamento do Real), teria hoje na conta a fantástica quantia de R$ 374,00 (Trezentos e Setenta e Quatro Reais). Se esse mesmo correntista tivesse sacado R$ 100,00 (Cem Reais) no Cheque Especial, na mesma data, teria hoje uma pequena dívida de R$139.259,00 (Cento e Trinta e Nove Mil e Duzentos Cinqüenta e Nove Reais), no mesmo banco, ou seja: com R$ 100,00 do Cheque Especial, ele ficaria devendo 9 Carros Populares, e com o da poupança, conseguiria comprar apenas 3 pneus. Não é à toa que o Bradesco teve quase R$ 2.000.000.000 (Dois Bilhões de Reais) de lucro liquido somente no 1º semestre, seguido de perto do Itaú e etc... Dá para comprar um outro banco por semestre! E os juros exorbitantes dos cartões de crédito? VISA cobra 10,40 % ao mês CREDICARD cobra 11,40 % ao Mês. Em contrapartida a POUPANÇA oferece 0,62 % ao mês. Isto é BRASIL! |
|