| Editorial (Cézar A. Defilippo) | |
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Longe de querer provocar pânico ou terrorismo, mas incidentes como
na região serrana do Rio de Janeiro neste ano, e o morro do bumba
há algum tempo, chamam sempre a atenção para a topografia de nossa
cidade, onde milhares de casas foram construídas em encostas, devido
ao relevo natural da região.
Por onde os olhos passam, há morros aos pés de montanhas salpicados
de casas, vários bairros na região alta da cidade, nenhum com
aspecto de miséria ou favela.
Deus nos guarde de uma tragédia, mas quem? Qual ser humano tem o
poder de nos dizer que estamos isentos da catástrofe? Qual a
diferença de nossos morros dos morros de lá? Excesso de chuvas nas
regiões serranas? Tivemos ocasião de cheias que choveu dois meses
seguidos.
No bairro de Fátima, avenida Olyntho Almada, existem diversas casas
construídas há muitas décadas em terrenos formados sobre rochas em
declive, onde inclusive havia nascentes. Muitas estão sendo
construídas dentro dos padrões da engenharia e outras poucas, em
área mais comprometedora, necessitando sim, de intervenção.
Somos um grande vale que canaliza as águas do pomba que serpenteam
nossas montanhas até quando Deus quiser que os morros e as quatro
represas acima de nós que atingem até 50 metros de profundidade,
permanecem intactas. (Nunca tivemos por conta dos responsáveis,
uma palestra na cidade sobre a segurança destas barragens).
Temos casas ribeirinhas e outras com enormes barrancos nos quintais
onde sempre soubemos de desmoronamentos devidos às fortes temporadas
de chuvas ou a ação indevida do ser humano.
Telejornais já mostraram a repetição das semelhantes catástrofes em
diversos estados brasileiros em menos de dez anos. Vimos que nem as
matas seguraram os deslizamentos de terras, pedras enormes de até
doze toneladas desceram as montanhas. (Já mostramos em nosso
jornal uma pedra enorme que as águas da cachoeira trouxeram até a
ponte da Pasquina).
Em nossa cidade, na Rua Artungo Moura, no alto do pasto, existe uma
pedra à mostra. Poderia se soltar? Ou é profunda sem riscos? Vale a
pena ser feito um trabalho por conta dos responsáveis como medida de
prevenção.
Fogo de morro acima, água de morro abaixo...O fato é quem ninguém
sabe dos desígnios de Deus. Tremores, queimadas, trombas dágua,
enchentes, furacões e outras fúrias da natureza, quando ou de onde
vem? Pergunte a Deus...
Medidas preventivas, observar rachaduras, alertas, construir em
local seguro e acompanhar assiduamente os serviços de meteorologia
são algumas atitudes importantes para nossa segurança. O mais, é
rogar a Deus para que nunca havemos de dizer: Como era belo meu
vale... |